A simbiose da fauna e da flora.
20/08/10
Tudo vai mal
Tudo vai mal ... tudo.
É a crise - afirmam os comentadores, os políticos e até o mais comum dos cidadãos.
Mas será que é mesmo a crise???
Vejo uma sociedade que acima de tudo não é responsável.
Uns querem apenas um emprego. Outros pretendem viver à sombra de outros. As minorias adaptaram-se a uma sociedade que, por um lado, os estigmatiza mas, por outro lado, os sustenta. Os incompetentes são premiados pois são fáceis de comprar pelos chefes e a seguir vêm os políticos que foram eleitos para nos servir e que pensam que são os "senhores do pedaço".
Mas a Justiça???
Qual justiça?
Não há justiça.
Estes senhores que se julgam a "Corte de Luís XIV" estão a destruir o nosso país.
Os fogos em Portugal, são o exemplo da (in)Justiça.
Assumem que este problema deve ser resolvido pelos políticos com prevenção, logo... soltam os que matam o ambiente.
O Homem é o maior predador da Terra.
Em nome do bem colectivo, todos (quase sem excepção) defendem o interesse pessoal.
Não merecemos viver no planeta maravilhoso que o universo nos ofereceu para viver.
Tudo vai mal... tudo!
É a crise - afirmam os comentadores, os políticos e até o mais comum dos cidadãos.
Mas será que é mesmo a crise???
Vejo uma sociedade que acima de tudo não é responsável.
Uns querem apenas um emprego. Outros pretendem viver à sombra de outros. As minorias adaptaram-se a uma sociedade que, por um lado, os estigmatiza mas, por outro lado, os sustenta. Os incompetentes são premiados pois são fáceis de comprar pelos chefes e a seguir vêm os políticos que foram eleitos para nos servir e que pensam que são os "senhores do pedaço".
Mas a Justiça???
Qual justiça?
Não há justiça.
Estes senhores que se julgam a "Corte de Luís XIV" estão a destruir o nosso país.
Os fogos em Portugal, são o exemplo da (in)Justiça.
Assumem que este problema deve ser resolvido pelos políticos com prevenção, logo... soltam os que matam o ambiente.
O Homem é o maior predador da Terra.
Em nome do bem colectivo, todos (quase sem excepção) defendem o interesse pessoal.
Não merecemos viver no planeta maravilhoso que o universo nos ofereceu para viver.
Tudo vai mal... tudo!
... a evoluir bem.
Durante vários dias, eu ouvi os responsáveis pela intervenção nos combates aos fogos afirmar que
"os trabalhos no terreno estavam a evoluir bem"
Certamente, palavras prodigiosas.
Concordo com ele, mas a minha "semântica" diz-me que o que durante mais de dez dias evoluiu bem foi o trabalho de fazer alastrar o fogo por toda a serra do Gerês.
Na serra do Cabril, árvores centenárias desapareceram.
Tudo está em causa. A flora mas também a fauna que dela depende.
Quando será que o homem vai acordar para a destruição que está a causar ao nosso planeta.
"os trabalhos no terreno estavam a evoluir bem"
Certamente, palavras prodigiosas.
Concordo com ele, mas a minha "semântica" diz-me que o que durante mais de dez dias evoluiu bem foi o trabalho de fazer alastrar o fogo por toda a serra do Gerês.
Na serra do Cabril, árvores centenárias desapareceram.
Tudo está em causa. A flora mas também a fauna que dela depende.
Quando será que o homem vai acordar para a destruição que está a causar ao nosso planeta.
15/08/10
14/08/10
13/08/10
Férias
Acordo. Preparo a manhã. Sento-me no varandim de minha casa e penso: " Ora bem, vamos ver o que está a arder!"
Estranho? Não tanto.
Até onde a minha fraca visão permite, olho a serra do Gerês. Ontem... verde. Hoje, sombreada a lápis negro com uma ou outra pinta verde ou castanha.
Há mais de uma semana que as cinzas chovem no meu tanque. Há muitas noites que vejo o vermelho erguer-se diante da minha tristeza. E este vermelho aumenta. Em cima, as estrelas penetram o fumo que se espalha pela noite. No meu varandim, permaneço sofrendo o vermelho que vence o verde da vida diante dos meus olhos e da minha fúria.
O arco vermelho que salta de monte em monte assalta-me a paz de umas férias na miragem do paraíso.
Estranho? Não tanto.
Até onde a minha fraca visão permite, olho a serra do Gerês. Ontem... verde. Hoje, sombreada a lápis negro com uma ou outra pinta verde ou castanha.
Há mais de uma semana que as cinzas chovem no meu tanque. Há muitas noites que vejo o vermelho erguer-se diante da minha tristeza. E este vermelho aumenta. Em cima, as estrelas penetram o fumo que se espalha pela noite. No meu varandim, permaneço sofrendo o vermelho que vence o verde da vida diante dos meus olhos e da minha fúria.
O arco vermelho que salta de monte em monte assalta-me a paz de umas férias na miragem do paraíso.
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